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1954 - A estrela de Fangio volta a brilhar

O jogo virou em 1954. Ascari saiu da Ferrari, para competir pela Lancia. A Mercedes estreou como fornecedora de motores e construtora. E quem lucrou com isso? Juan Manuel Fangio. A temporada continuou com as mesmas nove provas, mas a Espanha voltou ao calendário, enquanto a Suécia se retirava. Com novas normas técnicas, apenas três equipes (Ferrari, Maserati e Gordini) estavam prontas em janeiro para disputar a primeira corrida do ano – novamente na Argentina.

O domínio de Fangio começou desde o início do ano, quando - três horas depois – pôde comemorar uma vitória sua em casa. O intervalo de cinco meses que separou o pega em Buenos até a corrida na Bélgica (a terceira do campeonato e a segunda a contar pontos) não foi suficiente para facilitar a vida das escuderias retardatárias. Somente na França, elas alinharam no grid. A estreante Mercedes tinha como piloto Fangio, que – de ponta a ponta – venceu o Grande Prêmio francês.

Enquanto o argentino dominou o campeonato, vencendo seis corridas, registrando cinco pole positions e três voltas mais rápidas e subindo no pódio em sete ocasiões; no outro extremo, encontrava-se o campeão do ano anterior: Alberto Ascari, que só conseguiu marcar incríveis 1,14 ponto.

A Ferrari perdeu sua hegemonia para a Mercedes-Benz, que obteve com seus pilotos o dobro do número de vitórias da escuderia italiana. E, assim, Fangio, conquistou seu segundo título. No total, foram 42 pontos. O segundo colocado foi Jose-Froilan Gonzáles, da Ferrari, com 25,14 pontos.

 

J.M. Fangio

 

Mercedes W196s

Classificação Final

 
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