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1968 - O adeus a Jim Clark

A temporada de 68 foi longa, começando no dia 1º de janeiro e terminando em 3 de novembro, com 12 provas distribuídas ao longo do ano e a Espanha voltando depois de 14 anos ausente da F1. Já na abertura do campeonato, Jim Clark mostrava que queria acabar com a hegemonia da Brabham. Na África do Sul, conquistou a 33ª pole de sua carreira. Ainda cravou a volta mais rápida do GP e venceu a prova. Foi sua última. Em abril, um mês antes do reinício da temporada, durante uma corrida de Fórmula 2 em Hockenheim, Clark sofreu um grave acidente ao bater nas árvores e morreu. A Lotus ainda nem tinha se refeito do choque pela morte de Jim Clark quando Mike Spence, seu outro piloto, faleceu durante uma sessão de treinos em Indianápolis.

A escuderia continuou sendo o centro das atenções no GP de Mônaco, quando apareceu no circuito com asas traseiras e dianteiras. A novidade começou bem: Graham Hill fez a pole e venceu a corrida. Na etapa seguinte, em Spa-Francorchamps, muitas outras equipes adotaram a inovação.

Na França, mais um piloto perdeu a vida. Jo Schelesser, de 40 anos, escolhido para pilotar a Honda (era sua primeira corrida). Largou em 16º, porém, na terceira volta, bateu forte após perder o controle do carro, que pegou fogo. Com o tanque cheio, as chamas queimaram intensamente e o piloto não pôde ser salvo.

Já o título do mundial foi decidido na última prova do ano, no México. Três pilotos tinham chances de se tornar campeão: Graham Hill (com 39 pontos), Jackie Stewart (36) e Denny  Hulme (33). Deu Hil, que venceu a corrida e viu seus concorrentes diretos fazerem um GP ruim: Stewart terminou em 7º e Hulme não completou a prova. Era o bicampeonato de Hill, campeão seis anos antes. A Lotus foi a melhor entre os construtores, acumulando 62 pontos. Em segundo, terminou a McLaren, com 49. 

 

Graham Hill 

Lotus Ford Cosworth

Classificação Final

 

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