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1970 - Emerson Fittipaldi estréia no ano do título de Rindt

 

Algumas novidades pipocaram em 1970. Max Mosley entrou na categoria com a equipe March, escuderia fundada por ele e que chegou na F1 com o patrocínio da empresa STP. O comendador Enzo Ferrari vendeu a equipe para a Fiat. John Surtees, campeão de 64, saiu da BRM para criar sua própria escuderia. Com 13 provas no calendário, a F1 bateu seu recorde de número de corridas na mesma temporada – que ainda contou as estréias de Emerson Fittipaldi no GP da Inglaterra, de Clay Regazzoni na Holanda e de Ronnie Peterson em Mônaco.

Já na Espanha, segunda etapa do campeonato, a estreante March conquistou sua primeira vitória com Jackie Stewart. Na volta da F1 à Spa-Francorchamps, ainda se falava da morte de Bruce McLaren. Aos 32 anos, o piloto que fundara a McLaren sofrera um acidente enquanto testava o carro na Grã-Bretanha. Em respeito ao falecimento de seu criador, a escuderia não participou do GP belga.

Na Holanda, Piers Courage lutava pela sétima posição quando colidiu contra um poste. A De Tomaso que pilotava pegou fogo. Courage ficou preso e faleceu. Na Alemanha, a Associação de Pilotos voltou a mostrar força. Eles se negaram a correr em Nurburgring, uma vez que os organizadores da prova não conseguiram implantar medidas de segurança. A corrida, então, foi transferida para Hockenheim.

Quando o circo da Fórmula 1 chegou a Monza, Jochen Rindt tinha 20 pontos de vantagem para o segundo colocado, Jack Brabham. Mas aí a tragédia voltou a assombrar os circuitos. Nos treinos da sexta-feira, Emerson Fittipaldi perdeu o controle de sua Lotus na Parabólica, depois de bater num banco de areia. Felizmente, ele conseguiu evitar o choque com as árvores. No sábado, no mesmo local, o líder do campeonato não teve a mesma sorte. Rindt ainda foi levado para o hospital, mas já chegou sem vida. O acidente chocou a todos e a Lotus decidiu retirar todos os seus carros da corrida do dia seguinte, vencida por Regazzoni – a primeira de sua carreira.

Curiosamente, os dois pilotos que brigavam diretamente com Rindt pelo título (Brabham e Stewart) também não pontuaram mais. Jack Ickx foi quem mais chegou perto de tirar a liderança do austríaco. Ele precisava vencer as duas últimas provas para conseguir o título, porém, no meio do caminho havia um certo Emerson Fittipaldi e a vontade da Lotus de nem perder o mundial de construtores nem o de pilotos.

No GP dos Estados Unidos, Ickx largou na frente. Fittipaldi teve uma largada lenta, mas foi se recuperando ao longo da corrida e, na volta 101 das 108, tomou a dianteira para vencer seu primeiro Grande Prêmio. Ickx foi o quarto. Jochen Rindt tornou-se, então, o primeiro e único campeão póstumo da Fórmula 1 no dia 04 de outubro de 1970.

 

Jochen Rindt  

 

Classificação Final

 

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