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1976 - James Hunt é o novo campeão

 

A temporada de 76 começou antes mesmo da primeira prova (o Brasil). Emerson Fittpaldi recusou um contrato de três anos com a McLaren para pilotar na Copersucar ao lado de Ingo Hoffmann. Para substituí-lo, a escuderia inglesa contratou James Hunt. Ainda antes do início do campeonato, uma tragédia encerrou as atividades da equipe Embassy Hill, criada pelo ex-campeão Graham Hill. Ele voltava de avião com o piloto da escuderia, Tony Brise; com o projetista, Andy Smallman; com o diretor da equipe, Ray Brimble e com dois mecânicos quando a aeronave se chocou contra o solo no norte de Londres. Todos morreram.

Já a Williams perdeu Jacques Laffite para a estreante Ligier, fundada pelo ex-piloto Guy Ligier. Na segunda etapa, novas mudanças ocorreram. Ronnie Peterson decidiu trocar a Lotus pela March, que em virtude disso dispensou a italiana Lella Lombardi. O calendário, a propósito, bateu novo recorde ao contar com 16 Grandes Prêmios, sendo dois nos Estados Unidos. E foi no primeiro deles que a Copersucar marcou seu primeiro ponto, graças ao sexto lugar de Emerson Fittipaldi em Long Beach. Um simples ponto, aliás, foi decisivo na luta pelo título daquele ano.

Lauda liderava a classificação com folga até a nova etapa do campeonato, com 31 pontos de vantagem para o segundo colocado, Jody Scheckter. Na décima, realizada em Nürburgring, a tragédia voltou a assombrar a Fórmula 1. O austríaco perdeu o controle de sua Ferrari, que bateu e foi tomada pelas chamas. Dois pilotos não conseguiram desviar e ainda se chocaram contra ele. Ambos (Harald Ertl, da Hesketh, e Brett Lunger, da Surtees) e Guy Edwards, também da Hesketh, pararam para tentar tirá-lo de dentro da Ferrari em chamas.

Logo depois outro piloto, Arturo Mezario, da Wolf Williams, também encostou para ajudá-los. Lauda sofreu sérias queimaduras e lutou pela vida nos dias que se seguiram. A corrida na Alemanha parou após o acidente, mas foi reiniciada. Apenas um piloto decidiu que já era demais e decidiu não só não mais correr naquele dia como também sair da Fórmula 1: Chris Amon, da Ensign. Hunt venceu a prova e partiu para tentar conquistar o título.

Na prova seguinte, na Áustria, com Lauda ainda em estado crítico no hospital, a Ferrari anunciou que se retirava do campeonato em protesto à anulação da punição que James Hunt sofrera na Espanha (a McLaren h avia sido pega com o carro fora das dimensões exigidas pelo regulamento e Hunt tinha perdido os pontos pela vitória, mas em julho a FIA decidiu voltar atrás, dar os pontos a Hunt e só punir a equipe com uma multa de três mil dólares).

A escuderia italiana reconsiderou sua saída devido à incrível recuperação de Lauda, que voltaria a correr em Monza, apenas três GPs após o grave acidente, o que equivalia a apenas e inacreditáveis seis semanas. E mais: ele ainda tinha 14 pontos de vantagem para James Hunt!!! Como se não bastasse, Lauda largou em 5º e terminou em quarto na Itália, ampliando ainda mais a vantagem para o piloto da McLaren, que não conseguiu terminar a prova.

A sorte do austríaco acabou nas últimas três corridas do ano. Hunt emplacou duas vitórias consecutivas (Canadá e EUA), enquanto Lauda só marcou ponto em uma delas ao chegar em 3º em Watkins Glen. O título foi decidido, então, na última etapa. O Japão já estreava na categoria com sorte, tendo o privilégio de acompanhar a decisão do campeonato em Fuji.

Lauda ainda estava três pontos na frente de Hunt, mas no dia da corrida o tempo não estava bom e quatro pilotos decidiram, depois de dar algumas voltas, que o melhor seria abandonar a prova. Foram eles: Larry Perkins e José Carlos Pace, da Brabham, Emerson Fittipaldi da Copersucar e o líder do campeonato, Niki Lauda. Com a desistência do austríaco, Hunt só precisava chegar em terceiro para conquistar o título e foi o que ele fez. À Ferrari restou o mundial de construtores, o segundo consecutivo. 

 

James Hunt

Classificação Final

 
 
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