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1983 - Piquet conquista o bicampeonato

Depois de um campeonato vencido (por que não dizer?) de forma atípica em 82, as coisas voltaram a sua normalidade em 83. Ou seja, com os pilotos disputando o título sem que acabassem sendo beneficiados por tragédias alheias. A briga foi boa e se estendeu até a 15ª e última etapa da temporada, na África do Sul. Piquet lutava pelo bi e um certo francês chamado Alain Prost, da Renault, queria melar os planos do brasileiro. René Arnoux, da Ferrari, era outro que também tinha planejado um final diferente para a temporada.

Piquet saiu na frente com a vitória em Jacarepaguá. Oito anos após a primeira dobradinha brasileira, outro piloto da casa vencia no Brasil. Sem pontuar em Long Beach, caiu para 3º. O segundo lugar na França deixou-lhe na liderança novamente, com Lauda cinco pontos atrás. Em San Marino, Prost igualou em número de pontos com Piquet, mas o regulamento ainda dava ao piloto da Brabham o primeiro lugar na classificação geral.

Duas provas depois, na Bélgica, Prost pegou a dianteira e começou a abrir. Na Alemanha, 10º GP do ano, já eram nove pontos a favor do francês. Na corrida seguinte, na Áustria, a vantagem tinha sido ampliada para 14. Na Holanda, ela se manteve estável, porém Piquet tinha desabado para a 4ª colocação. Agora, faltavam apenas três provas para o fim da temporada. Em Monza, Prost voltou a não pontuar e Piquet viu as esperanças reacenderem com uma vitória fantástica na Itália.

A disputa esquentou de vez no GP da Europa, realizado em substituição à corrida que aconteceria em Nova Iorque, mas que acabara cancelada. Piquet venceu de novo e Prost chegou em segundo no pódio, isto significava que somente dois pontos os separavam no início da derradeira corrida. Além deles, Arnoux ainda tinha chances matemáticas de conquistar o título, contanto que vencesse a prova e os outros dois não pontuassem.

A pista de Kyalami pareceu escolher Nelson Piquet para fazer sorrir e foi impiedosa com Arnoux e Prost. O primeiro largou em 4º, mas o motor da sua Ferrari abriu o bico na nona volta. Prost, que alinhara em 5º no grid, retirou-se da corrida na 35ª volta com problemas no carro. Largando em 2º, o brasileiro deu-se por satisfeito com o terceiro lugar no pódio. Era o que lhe bastava pra levantar o troféu de bicampeão. No mundial de construtores, a Ferrari novamente conquistou o título. Com 89 pontos, terminou em 1º, enquanto a Renault foi a vice-campeã (79) e a Brabham foi a 3ª (72).

Fatos curiosos desta temporada aconteceram no Canadá, quando houve uma nova tentativa de Jacques Villeneuve, irmão de Gilles, de se classificar para a prova em Montreal com a RAM March, porém sem obter êxito. Um outro ocorreu no intervalo entre de três semanas entre a prova ocorrida na Inglaterra e a corrida na Alemanha. Enquanto a Williams testava seu carro com o piloto sensação das categorias de base, Ayrton Senna, a Brabham realizou testes em Brands Hatch com ninguém mais ninguém menos que com Stirling Moss, vice-campeão da categoria por quatro temporadas seguidas, entre 55 e 58. Na época, Mossa estava com 54 anos de idade. 

 

Nelson Piquet

 

Classificação Final

 
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