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1987 - Piquet é tri

Piquet, Mansell, Senna e Prost voltaram a encantar o mundo da Fórmula 1 em 87. Juntos venceram 14 das 16 provas disputadas naquele ano, sendo o inglês o vencedor de seis Grandes Prêmios, enquanto Piquet e Prost chegaram três vezes em primeiro, e Senna e Berger subiram no lugar mais alto do pódio em duas corridas cada um. Nenhum dos quatro favoritos ao título havia trocado de equipe. A FIA, por sua vez, passou a restringir o uso de motores turbo e algumas escuderias resolveram voltar a fazer uso dos Cosworth.

A McLaren perdeu John Barnard para a Ferrari; e a Lotus, que trocara de patrocinador (saía o preto e amarelo da John Player Special, entrava o amarelo da Camel), fechara contrata com a Honda para fornecimento de motores para os carros de Senna e do estreante Satoru Nakajima – primeiro japonês a pilotar na Fórmula 1 (com o início da parceria de Ayrton com a empresa japonesa começava ali um verdadeiro caso de amor, admiração e idolatria do Japão em torno do piloto brasileiro).

Também equipada com motores Honda, a Williams dominou a luta pelas poles. Mansell obteve oito e Piquet, quatro. Na tentativa de conquistar mais uma, o brasileiro encontrou a curva Tamburello na sua frente. Nos testes da sexta-feira par ao GP de San Marino bateu forte. Felizmente, saiu sem grandes conseqüências para sua saúde, mas foi proibido de correr pelo Dr. Sid Watkins.

Piquet se recuperou e, exatamente na metade do campeonato, liderava a classificação com 39 pontos, quatro a mais que Senna, nove à frente de Mansell e 13 de Prost. Pela primeira vez na história, dois brasileiros eram os líderes de um campeonato da Fórmula 1. Ele e Senna já tinham editado duas dobradinhas e até o término da temporada ainda protagonizariam mais duas.

Na Hungria, quando aconteceu a terceira, Senna informou à Lotus que pilotaria para a McLaren no ano seguinte. Em resposta, a Lotus contratou Nelson Piquet. E teve mais: na Itália, a Honda anunciou que seguiria Ayrton Senna para sua nova equipe em 88. Era mais um ingrediente para apimentar a disputa pelo título daquela temporada.

Na Espanha, Mansell passou Ayrton na tabela do mundial de pilotos e começou a se aproximar de Piquet. O título foi decidido no Japão, país que estava ausente há 10 anos e que voltava justamente para acompanhar a decisão do campeonato. Tal como ocorrera em Fuji, o novo circuito de Suzuka participou da festa de um campeão da F1. Mansell, 12 pontos atrás, nem teve chances de tentar diminuir a diferença para o brasileiro depois que bateu forte nos treinos e foi parar no hospital sem condições de competir na prova.

Com o inglês fora, Piquet comemorou o tricampeonato mesmo abandonando a corrida a cinco voltas do final. No mundial de construtores, a Williams se aproveitou do fato de seus pilotos terem sido campeão e vice e marcou 137 pontos, 61 a mais que a McLaren e 73 à frente da Lotus. 

 

Nelson Piquet

 

Classificação Final

 

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