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1990 - O ano da revanche de Senna

As conseqüências do GP do Japão de 89 se prolongaram por todos os meses da pré-temporada de 90. Apesar de contrariado, Senna cedeu aos apelos da equipe e assinou um pedido formal de desculpas encaminhado a Balestre, que – dando uma de bom menino – aceitou e devolveu a superlicença do brasileiro. Senna nunca escondeu sua revolta e não deixou dúvidas de seus sentimentos durante as corridas disputadas naquele ano.

Com Prost fora da McLaren, Berger integrou-se à escuderia inglesa e o duelo pelo título passou a ser entre pilotos de equipes diferentes. O cenário remetia a uma peça dividida em 16 atos. Senna saiu-se melhor no começo do ano, abrindo seis pontos de vantagem nas quatro primeiras provas. Porém, na metade da temporada, Prost havia se recuperado e pego a dianteira, com uma folga de dois pontos.

Depois disso, só deu Ayrton. Senna chegou a estar 19 pontos à frente do francês com o término do GP da Espanha. E, assim, a situação invertia-se em comparação ao ano anterior. Desta vez, era Prost quem precisava vencer os dois últimos Grandes Prêmios da temporada. Tal como ocorrera em 88, Suzuka foi palco de mais uma corrida que entrou para a história da Fórmula 1.

Lado a lado no grid, com Senna na pole e Prost em segundo, a largada foi decisiva. O primeiro admitiu que o choque logo ali no começo da corrida e que os tirou da prova foi proposital. O campeonato acabou como começou, ou seja, de forma feia. Senna, no entanto, comemorou o bi diante da torcida japonesa que o amava. O Brasil ainda vibrou com a inesperada dobradinha no pódio, tendo Nelson Piquet no lugar mais alto e Roberto Pupo Moreno, ambos da Benetton, ao seu lado.

Ayrton acabou acumulando um total de 78 pontos na temporada, Prost registrou 71 e Piquet terminou em terceiro, com 43 pontos – mesmo total de Berger. A McLaren bateu a Ferrari e levou seu terceiro título consecutivo do mundial de construtores. Desta vez, com 121 pontos – 11 a mais que a escuderia italiana.

 

Ayrton Senna

 

Classificação Final

 
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