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1993 - Prost retorna e é tetra

A emoção estava de volta à Fórmula 1 em 1993. Em outras palavras, aquele seria mais um ano da rivalidade Senna x Prost. O francês foi contratado pela Williams, que não renovara o contrato de Mansell uma temporada antes. O Leão partira, então, para correr nos ovais da Fórmula Indy, nos EUA. Para seu lugar, a equipe apresentou Damon Hill, filho do bicampeão dos anos 60 Graham Hill e até então piloto de testes da escuderia inglesa.

Senna continuou na McLaren, mas com um contrato para cada corrida. A equipe de Ron Dennis também estava com outras novidades. Michael Andretti, filho do campeão Mario Andretti, juntou-se à escuderia inglesa e os japoneses da Honda não forneciam mais seus motores, dando lugar à Ford. Além das caras novas na Williams e na McLaren, outros três pilotos estrearam na categoria: Fabrizio Barbazza (Minardi), Rubens Barrichello (Jordan), que marcou seus primeiros pontos em Suzuka com um 5º lugar; e Eddie Irvine – este último fazendo seu debut somente no GP do Japão pela mesma equipe de Rubinho. Irvine já se envolveu em confusão na estréia. O inglês irritou Senna, que se sentiu prejudicado com a conduta de Irvine na pista e foi tirar satisfações nos boxes (leia-se brigar).

Com Prost e Senna pela primeira vez disputando um campeonato onde os pontos de todas as corridas valiam, as provas ganharam mais emoção. Estando o francês a bordo da poderosa Williams e vencendo o GP de abertura da temporada (África do Sul), não era difícil supor que ele não teria problemas para superar Senna. Mas a coisa não foi bem assim. Ao menos na primeira metade do campeonato.

O brasileiro surpreendeu todos (e provavelmente até a ele mesmo) com duas vitórias consecutivas fantásticas logo a seguir, no Brasil e no circuito inglês de Donington Park, que recebia o Grande Prêmio da Europa naquele ano. Os resultados iniciais davam a Senna a liderança na tabela com 26 pontos, 12 à frente de Prost. O francês deu o troco com dois primeiros lugares em San Marino e na Espanha, o que resultou numa virada e Prost ficou com uma folga de dois pontos.

Senna voltou a encabeçar a classificação depois de mais um triunfo em Mônaco. Como Prost e a Williams fizeram uma prova desastrosa, o brasileiro abriu cinco pontos de vantagem. A partir dali, no então, e pelas próximas quatro corridas, não teve jeito. A superioridade da equipe de Frank Williams surgiu com força e Prost venceu todas elas, marcando 40 pontos enquanto Senna amargava o registro de apenas oito.

Na Bélgica, 12ª etapa da temporada, a escuderia inglesa consagrou-se campeã dos construtores (no final, a Williams acumulou 168 pontos, exatamente o dobro obtido pela McLaren). Prost conseguiu ser tetracampeão duas etapas depois, em Portugal, mais tarde do que muitos imaginaram no início do campeonato (faltavam apenas duas corridas para o término da temporada). Senna havia caído para o terceiro lugar na tabela, mas graças às duas vitórias no fim do campeonato – no Japão e na Austrália -, assegurou o vice-campeonato (não que isso lhe importasse muito, afinal o mais importa era ter vencido e ter sido anunciado como piloto da Williams para 94).

Prost anunciou sua aposentadoria definitiva e a FIA resolveu abolir as engenhocas eletrônicas dos carros. O francês marcou 99 pontos, Senna, 73; e Hill, 69. No dia 07 de novembro daquele ano, em Adelaide, o mundo viu pela última vez o duelo de dois dos maiores pilotos da história da Fórmula 1 e a derradeira vitória de Senna.

 

Alain Prost

 

Classificação Final

 

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