9

2000 - Schumacher vence e quebra jejum da Ferrari

A esperança de vitórias voltou a tomar conta do brasileiro no ano 2000. Desde 94, uma temporada não começava com um piloto nacional guiando um carro capaz de lhe dar o título. Por isso, foi grande a euforia em torno da contratação de Rubens Barrichello por parte da Ferrari para ser o companheiro do até então bicampeão do mundo, Michael Schumacher.

O alemão também tinha motivos para sorrir naquele início de ano. Desde que entrara na escuderia italiana aquela parecia, de fato, a primeira vez que tinha um excelente carro nas mãos e, depois de uma temporada na qual sofrera um acidente, seu ânimo não poderia estar melhor. Os ingleses eram outros que estavam radiantes graças à estréia de Jenson Button na categoria, para eles a principal esperança de vitórias.

A volta da Honda à Fórmula 1 deixou outras pessoas animadas também, mais precisamente o pessoal da BAR, que passava a contar com os motores japoneses a partir daquele ano. Já Bernie Ecclestone comemorou mesmo foi o regresso da categoria aos Estados Unidos – mercado o qual sempre se mostrou propenso a conquistar. Em outras palavras, estava todo mundo muito contente. Vejamos, então, quem sorriu mais.

Schumacher teve um início arrasador. Nas oito primeiro corridas, venceu cinco, abandonou uma, terminou outra em terceiro e foi o quinto colocado em uma delas. Dessa forma, já tinha 22 pontos de vantagem para David Coulthard, 21 a mais que Mika Hakkinen e o dobro à frente de Barrichello. Nas três etapas seguintes, o alemão não chegou na zona de pontuação. Já Barrichello experimentou a primeira e única alegria do ano justamente nesse período.

Nas pistas no GP da Alemanha, quando todos achavam que aquele seria mais um final de semana de vergonha para o brasileiro, Rubinho surpreendeu. Em uma corrida espetacular, saiu da 18ª colocação, ganhou oito posições na primeira volta, já era 5º na 11ª e pulou para segundo na 15ª. Entre a 18ª e a 27ª, caiu e voltou a se recuperar. Na 36ª, alcançou a liderança e cruzou a linha de chegada em primeiro nove voltas depois. Aquela foi sua primeira vitória na Fórmula 1.

Infelizmente, Barrichello não repetiu o bom desempenho nos demais Grandes Prêmios e Schumacher consagrou-se campeão do mundo pela terceira vez com o primeiro lugar no GP do Japão, quebrando o jejum de 21 anos da Ferrari em ter um piloto detentor do título – o último havia sido Jody Scheckter em 79. Ao final da temporada, o alemão tinha 108 pontos, contra 89 de Hakkinen, 73 de Coulthard e 62 de Barrichello. Button foi o 8º, com 12 pontos.

A Ferrari voltou a dominar o mundial de construtores e levantou o troféu com seus 170 pontos, 18 a mais que a McLaren. A Williams foi a terceira melhor colocada, com 36. A Benetton e a BAR empataram em quarto com 20.

 

Michael Schumacher

 

Classificação Final

 

 
F1 Girls Online (2004-2008) - Design por Wanner Cavagnolle