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2001 - Schumacher é tetra

2001 também é candidata a uma das temporadas mais chatas e enfadonhas da história da Fórmula 1. Michael Schumacher e a Ferrari passaram como um rolo compressor por cima dos demais pilotos e equipes, respectivamente. O alemão detonou e venceu nove das 17 provas realizadas, seis a mais que sei irmão, Ralf, sete a mais que Coulthard e Hakkinen, e oito a mais que Juan Pablo Montoya, um dos estreantes do ano.

Em seu campeonato de estréia, o colombiano ainda cravou três pole positions, causando uma certa sensação nos circuitos pelo jeito de pilotar o carro e a língua contra o alemão da Ferrari. Também registrou a volta mais rápida em três corridas, tal como Schumacher. Além disso, esteve presente no pódio em quatro oportunidades – em uma delas foi o vencedor (Monza). As várias quebras e abandonos não facilitaram a vida do piloto da Williams, que só terminou cinco Grandes Prêmios. Montoya foi o sexto na classificação geral, com 31 pontos.

Barrichello voltou a ter problemas de todos os tipos na e com a Ferrari. Não venceu uma corrida sequer e ainda viu-se obrigado a obedecer determinações dos chefes da escuderia italiana, que o ordenaram a ceder sua segunda colocação para Michael Schumacher no GP da Áustria. Rubinho acabou em terceiro no mundial de pilotos, com 56 pontos. Com Mika Hakkinen se despedindo da Fórmula 1 em uma temporada sem grandes atuações e resultados (as exceções foram as vitórias na Inglaterra e nos Estados Unidos) – o que lhe rendeu apenas a quinta colocação na tabela – sobrou para David Coulthard o vice-campeonato, com 65 pontos.

Schumacher consagrou-se tetracampeão do mundo no 13º GP (Hungria). Acumulou 123 pontos ao longo do ano, com direito a subir no pódio 14 vezes. A regularidade do alemão, aliada à confiabilidade de sua Ferrari, fez com que em apenas dois Grandes Prêmios Schumacher não pontuasse (Imola e Hockenheim). A escuderia italiana conquistou o mundial de construtores também em Hungaroring e registrou 179 pontos na temporada, 77 à frente da vice-campeã, a McLaren.

Aquele ano, pelo menos, sentiu o sopro da renovação chegando com a entrada de dois jovens pilotos: o finlandês Kimi Raikkonen, guiando uma Sauber, mas bastante criticado por ter recebido a super licença com um número de corridas considerado pequeno, e o futuro bicampeão do mundo, o espanhol Fernando Alonso, que iniciou sua carreira pilotando uma Minardi.

 

Michael Schumacher

 

Classificação Final

 

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