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2003 - A disputa está de volta!

Depois de duas temporadas sem muita graça, a emoção das disputas voltou aos circuitos da Fórmula 1 em 2003 e quebrou, de certa forma, o marasmo reinante nas pistas. A FIA ainda decidiu diminuir a diferença de pontos entre o primeiro e o segundo colocados e estendeu a zona de pontuação até o oitavo lugar. Dessa forma, o vencedor da prova conquistava 10 pontos, o segundo, 8; o terceiro, 6; o quarto, 5; o quinto, 4; o sexto, 3; o sétimo 2; e o oitavo, 1.

Mais: depois do treino de classificação do sábado, os carros obrigatoriamente ficariam em um local fechado, sendo liberados apenas momentos antes da corrida. Além disso, o próprio treino foi reformulado. Cada piloto teria direito a somente uma volta lançada e a ordem de entrada na pista na sexta seguia conforma posição no campeonato (quando era a primeira corrida do ano) ou da prova anterior, ou seja, entrava o líder primeiro ou o vencedor do GP antecedente, depois o segundo e assim sucessivamente. O melhor tempo desta sessão seria o último a entrar na pista no sábado e o mais lento era o primeiro a tentar tempo. Em outras palavras, um simples erro poderia fazer o piloto largar em uma colocação indesejada na prova.

E, ao contrário do que ocorreu nas duas temporadas anteriores, Michael Schumacher saiu em desvantagem nos primeiros GPs. Com quatro corridas disputadas, ele era apenas o terceiro colocado na tabela, com 14 pontos atrás do líder, Kimi Raikkonen, da McLaren; um atrás do vice, David Coulthard, também de McLaren, e um à frente do quarto, Fernando Alonso, de Renault. O alemão ganhava ali, em San Marino, a primeira de suas cinco etapas do ano e entrava no páreo.

 

Somente na metade do campeonato, Schumacher conseguiu passar o finlandês e assumir a dianteira na classificação geral. O alemão da Ferrari abriu uma certa dianteira e a briga pelo título embolou de vez depois do GP da Hungria, 13ª prova do mundial, quando ele liderava com 72 pontos, seguido por Montoya, com 71, e Kimi, com 70. Ou seja, faltando apenas três provas corridas para o fim da temporada, os três tinham chances de levantar o troféu de campeão.

Na corrida seguinte (Itália), o alemão tinha três pontos de vantagem para o colombiano e 17 para o finlandês. No entanto, a vitória nos Estados Unidos e a sexta colocação de Montoya deram a Schumacher uma folga de nove pontos para o agora vice-líder Kimi Raikkonen, segundo em solo norte-americano. O título, apesar de quase garantido para o piloto da Ferrari, seria decidido no último Grande Prêmio do ano, no Japão.

Em Suzuka, a sétima vitória de Rubens Barrichello e a sexta posição de Schumacher deram ao alemão o hexacampeonato. Naquela mesma prova, a Ferrari abocanhou seu 13º título de campeã dos construtores, com 158 pontos – 14 a mais que a Williams e 16 à frente da McLaren.

 

Michael Schumacher

 

Classificação Final

 

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