Apesar dos rumores quanto à sua aposentadoria, ele viverá em 2008 a 15ª temporada na Fórmula 1. David Marshall Coulthard nasceu no dia 27 de março de 1971 na Cresswell Maternity Hospital, em Twynholm, vilarejo com menos de 300 habitantes na Escócia. Budgie, como é conhecido entre seus familiares e amigos mais íntimos, na Twynholm Primary School, de 1976 a 1983, e na Kirkcudbright Academy, no período entre 1983 e 1986. Quando mais jovem, largou a faculdade de administração para poder competir.
Filho de um piloto de kart, Coulthard começou a competir aos 12 anos, com o patrocínio da empresa de transportes de seu avô, criada em 1916. Foi tricampeão nas categorias junior (1983, 1984 e 1985) e open kart (1986, 1987 e 1988) e bicampeão britânico da superkart (1986 e 1987). Em 1989, passou a competir na Fórmula Ford e também abocanhou o título. No ano seguinte, foi o 4º no campeonato de Fórmula Vauxhall e o 5º na GM Lotus Euroseries. Em 1990, ingressou na Fórmula 3 inglesa, onde foi vice-campeão.
Uma temporada depois, partiu para a disputa da Fórmula 3000, mas não se saiu bem. Foi apenas o 9º colocado. No mesmo ano, disputou as 24 horas de Le Mans. Em 1993, ainda na F3000, melhorou seu desempenho e acabou na 3ª posição. Nesta época, assinou contrato para ser piloto de testes da Williams para a temporada seguinte. Quando 1994 começou, Coulthard dividia seu tempo entre os testes para a equipe inglesa e a preparação para a temporada na F3000. Chegou a disputar uma prova, onde terminou em 2º lugar, mas acabou tornando-se piloto titular da equipe de Frank Williams bem antes do que qualquer um poderia imaginar e, ainda por cima, graças a uma tragédia: a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino.
Em sua primeira temporada, conquistou apenas um pódio (2º lugar em Estoril). No mundial de pilotos foi o 8º, com 14 pontos, enquanto seu companheiro de equipe, Damon Hill, foi o vice-campeão. No seu segundo ano na Fórmula 1, conseguiu cinco pole positions consecutivas, em oito provas chegou no pódio e conquistou sua primeira vitória na categoria em Portugal. Os resultados o deixaram na terceira colocação do mundial de pilotos daquele ano, com 49 pontos.
Com a contratação de Jacques Villeneuve, Coulthard saiu da Williams e passou a competir pela McLaren em 1996, dando início a uma das mais longas parcerias na Fórmula 1. A temporada foi escassa em termos de boas posições de chegada. Em Nürburgring e Monte Carlo, apresentou suas duas melhores performances, terminando em 3º e 2º lugares respectivamente. Na classificação geral foi o 7º, com 18 pontos.
Em 1997, o escocês voltou a correr bem. Venceu duas provas (Austrália e Itália) e foi o 2º em outras duas: Áustria e Espanha. A consistência nas corridas garantiram-lhe o terceiro lugar no mundial de pilotos, com o dobro de pontos do ano anterior. Na temporada seguinte, repetiu a colocação; entretanto, com mais pontos (56), e chegou no pódio em mais da metade das corridas e, em Ímola, foi o vencedor da prova.
Em 1999, enquanto viu seu companheiro de equipe - Mika Hakkinen - ser bicampeão da Fórmula 1, Coulthard teve que se contentar com suas vitórias em Silverstone e Spa Francorchamps. Somando 48 pontos, não passou da 4ª posição no mundial de pilotos. No ano 2000, pode-se dizer que Coulthard nasceu de novo. No dia 02 de maio , o escocês escapou ileso de um acidente aéreo quando viajava com a então namorada, Heidi Wichlinski, para a França. O casal e o personal trainer de David nada sofreram, mas o piloto e o co-piloto do Lear Jet morreram.
Nas pistas, esteve no pódio em quase todas as corridas (11). Aquela temporada foi a que mais viu vitórias do escocês: Silverstone, Monte Carlo e Magny Cours. Terminou em 3º, com 73 pontos. Em 2001, DC alcançou sua melhor colocação no mundial de pilotos, o 2º lugar, mas em momento algum brigou pelo título. Seus 10 pódios e duas vitórias (Interlagos e A1 Ring) lhe renderam 65 pontos, um pouco mais da metade dos 123 conquistados por Michael Schumacher, que chegava ao seu tetracampeonato.
A partir de 2002, Coulthard começou a declinar. Naquele ano ainda, foi o 5º entre os pilotos, com uma vitória em Mônaco, um 2º lugar no Canadá e a 3ª colocação no Brasil, na Espanha, na França e nos Estados Unidos. Em 2003, só subiu no pódio ao chegar em 2º na Alemanha e no Japão. Na Austrália, conquistou sua última vitória na Fórmula 1. Com 51 pontos, foi o 7º na disputa entre os pilotos. Um ano depois, sem vencer uma prova ou obter um pódio sequer, Coulthard despediu-se da McLaren após nove anos. Entretanto, entrou para a história da equipe inglesa como o 4º em número de vitórias (12), atrás apenas do bicampeão Mika Hakkinen (20), do tetracampeão Alain Prost (30) e do tricampeão Ayrton Senna (35).
Em 2005, Coulthard tornou-se piloto da Red Bull. Na sua primeira temporada na equipe, conquistou 24 pontos e terminou o mundial em 12º. Em 2006, repetiu a colocação, no entanto, com 20 pontos a menos. Em Mônaco, conseguiu seu melhor resultado desde que entrou na escuderia. Foi 3º e subiu no pódio do principado trajando uma capa alusiva ao lançamento do filme Superman - O Retorno. Em 2007, melhorou duas posições e acabou a temporada em 10º no Mundial de Pilotos, com 14 pontos graças a dois quintos lugares (nos GPs da Espanha e da Europa), à quarta colocação na prova disputada no Japão e à oitava posição na China.
David Coulthard tem 1,82m de altura, 72,5 kg e é solteiro (mas desde o dia 2 de junho de 2006 é noivo de Karen Minier, correspondente da Fórmula 1 para a TV francesa). Seus pais chamam-se Duncan e Joyce. Mora em Monte Carlo, porém possui outras propriedades em Londres e na Suíça. Gosta de jogar golfe, andar de bicicleta e de iate. Adora massa e comida italiana e tailandesa. Sua bebida favorita é o chá. Amante da Sétima Arte, é fã dos atores Mel Gibson e Sylvester Stallone. Em se tratando de música, DC não esconde sua admiração pelas bandas The Corrs, Queen, Oasis, Cranberries e pelo cantor Phil Collins.
Em sua cidade natal, mantém junto com a família e fãs o David Coulthard Museum, que mostra ao público coisas como alguns carros que o escocês pilotou ao longo da carreira nas pistas, incluindo aí a Williams de 1994 e o primeiro kart. O Museu ainda conta com um pequeno restaurante que não vende bebida alcoólica, mas que libera a entrada delas se você levar e serve champanhe à vontade quando Coulthard vence. No dia 07 de agosto de 2007, David lançou sua autobiografia (It is what it is), onde admite que sofreu de bulimia na adolescência.
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Crédito das imagens: XPB/LAT e site oficial do David Coulthard.

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