25 anos sem Gilles

 


Em 08 de maio de 2007 fez 25 anos da morte de Gilles Villeneuve. O canadense que encantou os entusiastas da Fórmula 1 – e especialmente os torcedores da Ferrari – pelos seis anos de sua curta, mas brilhante carreira, sofreu o acidente fatal durante os treinos para o GP da Bélgica, no circuito de Zolder. As F1 Girls prestam sua homenagem a Gilles neste oito de maio, com admiração e saudade.

Villeneuve por Villeneuve:


“Eu piloto com o pé embaixo o tempo todo. Eu amo correr”.
“Se alguém me dissesse que eu poderia realizar três desejos, o meu primeiro seria entrar no automobilismo, o segundo estar na Fórmula 1, e o terceiro pilotar pela Ferrari”.

“Eu nunca acho que vou me machucar – não seriamente. Se você acreditar que pode acontecer com você, como é que você pode fazer este trabalho? Se você nunca está acima de oito décimos ou coisa do tipo porque você está pensando em um desvio, você não vai pilotar tão rápido quanto pode. E se você faz isto, você não é um piloto de corrida. Alguns caras na Fórmula 1... bem, para mim eles não são pilotos de corrida. Eles dirigem carros de corrida, e isso é tudo. Eles estão fazendo o trabalho pela metade. E neste caso, eu fico pensando porque é que eles o fazem”.

“Eu acho que já provei que, em igualdade de condições, se eu quiser que alguém fique atrás de mim... bem, ele vai ficar atrás”.

“Eu não tenho medo de um acidente. Nenhum medo disso. Claro que, numa curva em quinta marcha com uma grade do lado de fora, eu não quero bater. Eu não sou louco. Mas se acontecer no final do treino, e você estiver brigando pela pole position, talvez... eu acho que você pode ignorar o medo”.

A admiração de quem o viu pilotar:

“Eu sei que nenhum ser humano pode fazer milagres, mas Gilles pode realmente nos surpreender às vezes”. (Jacques Laffitte, piloto francês)
 
“Ele era um cara totalmente descomplicado, apolítico, sem paranóias. Ele era totalmente e completamente honesto. Se ele estivesse testando e o carro fosse um lixo, ele viria e diria “olhe, eu não me importo, não me entenda mal, eu vou pilotar o dia inteiro e adorar cada minuto, mas acho que você deve saber que o carro é um lixo”. O Velho (Enzo Ferrari) o amava por isso”. (Harvey Postlethwaite, diretor técnico da Ferrari 1981-87)

“Niki Lauda sempre disse que Villeneuve foi o melhor de sua era... atrás do volante de um carro de corridas, ele era assustadoramente rápido, nunca desistia, e podia sair das situações mais precárias com um brilhantismo incrível”. (Alan Henry, jornalista especializado em automobilismo)

“O controle que ele tinha sobre o carro era extraordinário, mesmo comparado com muitos pilotos talentosos com quem eu tive a oportunidade de competir ao longo dos anos. Ele pilotou um carro de Grande Prêmio até o limite absoluto de sua habilidade”. (Jackie Stewart, tricampeão da F1)
 
“Em uma situação como aquela, eu sei que teria morrido de medo. Mas tenho certeza de que quando Gilles percebeu que sua Ferrari tinha decolado, seu último pensamento foi de raiva, pura e simples, porque ele soube que tinha estragado aquela volta perfeita”. (Eddie Cheever, piloto de F1 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis)

“A morte dele nos privou de um grande campeão – alguém a quem eu amei muito. Meu passado é cheio de cicatrizes e de dor – pais, irmão, filho. Minha vida é cheia de lembranças tristes. Eu olho para trás e vejo os rostos dos meus entes queridos, e entre eles eu vejo Gilles.” (Enzo Ferrari)

“A morte dele significou o fim de um certo estilo. Ele foi o último a ter a alegria totalmente desinibida de pilotar um carro de corrida”. (Alan Henry)

“Falando sério, eu nunca senti o mesmo a respeito de corridas desde então. Eu quase desisti da coisa toda”. (Nigel Roebuck, jornalista especializado em automobilismo e amigo de Gilles)

“Gilles foi o piloto mais rápido na história do automobilismo. Mas o mais importante para mim é que ele foi a pessoa mais autêntica que eu conheci”. (Jody Scheckter, campeão da F1 e companheiro de Gilles na Ferrari)

“Eu sempre me emociono com a afeição que este meio (da F1) demonstra pelo meu pai. Eu sinto esta afeição também”. (Jacques Villeneuve)

Villeneuve pelas F1Girls

“Gilles foi o responsável pela minha paixão pela F1. Eu era pequena, mas ainda me lembro do espetáculo que foi o GP do Canadá onde ele correu com aquele aerofólio torto. E me lembro de como fiquei triste quando ele morreu. Se eu pudesse resumir a F1 em três nomes, eles seriam: Villeneuve, Lauda e Senna.” - Vi

“Nestes mais de 50 anos de Fórmula 1, vários pilotos já passaram pelas pistas em busca da fama, da glória, do título. Nem todos conseguiram cravar seu nome na história. Gilles Villeneuve faz parte daquele grupo dos inesquecíveis. Apesar dos números não lhe serem favoráveis, eles tornam-se irrelevantes diante da maneira arrebatadora de como Villeneuve pilotava. Era arrojado, não se contentava com pouco e para sempre será lembrado como um dos pilotos mais velozes que o mundo já viu correr.” - Gil
 
"Quando a Fórmula 1 chegou a mim, ou eu cheguei a ela, Gilles já se havia ido, já era parte da história. Com os anos fui conhecendo mais deste piloto, para o qual não existiam barreiras, que colocava-se incondicionalmente atrás do volante, que nunca deixou de ser um pai de família, o qual muitos ainda se perguntam quão longe teria chegado e lamentam sua partida, enfim transformei-me em uma delas." - Elo

 

 

 

Ases do Volante - Gilles

Gilles - Entrevista 1975 (Rádio Canadense)

Entrevista - TV Canadense - 1980  

The day after (Arquivo da TV Canadense)

Adeus, Gilles (Arquivo da TV Canadense)

 

Enzo Ferrari & Gilles

Gilles com a família

Zolder - 1982

   
   
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