James Clark Jr. veio ao mundo no dia 04 de março de 1936, na fazenda da família (Kilmany House Farm), em Fife, na Escóca. Caçula da família, tinha quatro irmãs. Aos seis anos mudou-se para uma outra propriedade rural (Edington Mains Farm), nos arredores de Duns, fronteira com a Inglaterra, em 1942.
Contrariando seus pais, largou o trabalho de pastoreio de ovelhas e começou a correr nos ralis e corridas de carros locais. Em 16 de julho de 1956, participou de seu primeiro campeonato. Dois anos depois, competia com Jaguars e Porches em eventos nacionais e internacionais, vencendo 18 etapas.
Foi no Boxing Day (um dia depois do Natal) de 1958 que Jim Clark conheceu Colin Chapman e sua vida teve uma outra reviravolta. Impressionado, o dono da Lotus, criada em 1958, o contratou para ser seu piloto. Sobre a mudança de áreas (da fazenda para as pistas), costumava dizer que “em casa reinava muita paz” e que precisava de algo para se “expandir”. O que seria? “Nada melhor que as pistas”, explicava. Começava ali a parceria entre ambos, só encerrada pelo trágico acidente que vitimou Clark em 1968.
Disputou a Fórmula 1 de 1960 a 1968, e no meio disso tudo, ainda participou de competições na Europa e nos Estados Unidos. O contrato com a Lotus rendeu-lhe dois títulos na categoria. Em Indianápolis, venceu as 500 Milhas de 1965. Os mais próximos diziam que ele apreciava bons pratos e bebidas, especialmente uísque.
O escocês está enterrado na vila de Chirniside, em Berwickshire. Em sua terra natal, há uma estátua de tamanho natural e em Duns, há um pequeno museu em sua homenagem chamado The Jim Clark Room. Sua morte em 07 de abril de 1968 significa, para muitos, o fim da “era romântica” da Fórmula 1, uma vez que na temporada seguinte os patrocinadores começaram a investir pesado na categoria.
Tinha apenas 32 anos quando faleceu. Não era casado nem tinha filhos.
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