A Lotus estava na Fórmula 1 desde 1958, e seu fundador era notadamente conhecido como empreendedor de sucesso e alguns de seus pilotos já tinham seus fãs. No entanto, ainda faltavam os títulos. E eles começaram a surgir a partir da temporada de 1963. Em um espaço de 15 anos, a equipe conquistou sete Mundiais de Construtores e seis campeonatos de pilotos, sendo dois com Jim Clark.
O começo da chamada era de ouro da Lotus coroou o talento de Jim Clark, que venceu sete das 10 corridas do ano, e serviu como diferencial para que a escuderia de Colin Chapman levantasse também seu primeiro título. O novo triunfo ocorreu dois anos depois, em mais uma dobradinha da parceria Lotus-Clark.
Depois de amargar um quinto lugar entre os construtores de 66 e o vice em 67, os troféus da temporada de 1968 voltaram para as mãos de Chapman e seus comandados. Ainda se refazendo da morte precoce do bicampeão Jim Clark durante uma prova de Fórmula 2 no início da temporada, a Lotus abocanhou seu terceiro título e Graham Hill, que integrara a primeira dupla de pilotos da escuderia, venceu o segundo Mundial de carreira no retorno à equipe que lhe proporcionou sua estréia na Fórmula 1.
Em 1970, a tragédia voltou a abalar a equipe em um ano que tinha tudo para ser dourado. Porém, ao contrário do que houve em 68, desta vez ela aconteceu na segunda metade da temporada. O líder do campeonato, Jochen Rindt, morreu nos treinos para o Grande Prêmio da Itália. A grande folga de pontos que o austríaco detinha e o desempenho do estreante Emerson Fittipaldi possibilitaram um acontecimento inédito na história da Fórmula 1: a conquista de um título póstumo. Rindt foi campeão e a Lotus venceu seu quarto Mundial de Construtores.
Dois anos depois, mais uma dobradinha, agora com Emerson Fittipaldi ao volante. A equipe conquistou seu quinto título e Emerson tornou-se o primeiro brasileiro campeão na categoria mais famosa do automobilismo internacional. Já no ano seguinte, 1973, a Lotus conquistou o Mundial de Construtores, mas não o de pilotos.
Levaria mais cinco anos até a Lotus reinar novamente na Fórmula 1. E, de novo, em um ano marcado pela morte de um de seus principais pilotos: Ronnie Peterson, vítima de um acidente que envolveu vários carros no GP da Itália, antepenúltima etapa do campeonato. Naquele mesmo dia, Mario Andretti, seu companheiro na Lotus, venceu o Mundial de Pilotos. A escuderia já havia sido campeã uma etapa antes, no GP da Holanda, graças ao fato de Andretti e Peterson terem dominado a briga pelo Mundial de Pilotos.
Depois de 1978, as melhores posições da Lotus foram três terceiros lugares, em 1984, 1986 e 1987.