O declínio e o fim de um símbolo de sucesso

 

Depois do último título obtido no Mundial de Pilotos e no de Construtores, em 1978, a Lotus passou a enfrentar sérios problemas. O patrocínio com a Imperial Tobacco, firmado em 1968, chegou ao fim. Para suprir a perda financeira com o investimento da empresa de cigarros, Chapman deu início a uma parceria com a Essex Petroleum, comandada por David Thieme – homem considerado controverso e de hábitos extravagantes que teriam influenciado em uma mudança no estilo de vida de Chapman.

O fundador da Lotus passou a dividir sua atenção com os outros ramos do Lotus Group e não apenas com o braço da empresa ligado à Fórmula 1. Além disso, houve o envolvimento da compania com o projeto De Lorean, patrocinado com dinheiro público, o que causou escândalo na época. Em 16 de dezembro de 1982, Colin Chapman sofreu um ataque cardíaco e faleceu aos 54 anos de idade. Há quem diga até hoje que o inglês, na verdade, está escondido vivendo na Amazônia.

Porém, o fato é que o comando da equipe que ele criou passou para as mãos de Peter Warr, braço direito de Chapman, que levou Gerard Ducarouge para ser o projetista chefe da escuderia. Enquanto ainda teve fôlego e dinheiro, contratou pilotos como Nigel Mansell, Elio de Angelis, Ayrton Senna e Nelson Piquet – o que ajudou a levar alguns holofotes para a equipe já em sua trajetória descendente.

No GP dos Estados Unidos de 1987, realizado em Detroit no dia 21 de junho, a equipe venceu pela última vez graças a Ayrton Senna em um ano no qual a Honda forneceu seus motores para a Lotus e impôs a presença do primeiro piloto japonês na história da Fórmula 1: Satoru Nakajima.

O fato é que, de 1979 a 1982, ainda com Chapman no comando, a equipe teve como melhor posição no Mundial de Construtores o 4º lugar em 79. De 1983 a 1989, com a ajuda do talento dos pilotos destacados acima, a Lotus ainda conseguiu ser empurrada para a terceira colocação na tabela nos anos de 1984, 1986 e 1987. Na década de 90, a situação piorou e o máximo que a escuderia conseguiu foi um quinto lugar no campeonato de 1992.

Dois anos depois, a tradicional Lotus fechava suas portas após disputar o GP da Austrália. Chegava ao fim ali uma carreira que contabiliza 491 Grandes Prêmios disputados em 37 temporadas, 132 pilotos em seus cockpits, 50 modelos de carros, 79 vitórias, 172 pódios, oito dobradinhas, 1.368 pontos acumulados, sete Mundiais de Construtores e seis Mundiais de Pilotos.

Não é à toa que até hoje a Lotus ainda é lembrada pelos seus fãs.

 

 

Suzuka/1994

 

 

 

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