A ascenção com a Lotus

1985 

07 de abril:
Senna estreou na Lotus no GP do Brasil, em Jacarepaguá. Foi o 4º no grid, mas parou na 41ª volta por conta de uma pane elétrica ao lutar pelo segundo lugar.

21 de abril: Em Estoril, Senna foi simplesmente soberano. No final de semana daquele GP de Portugal, ele não deu brecha a ninguém. Conquistou sua primeira pole position, meio segundo à frente de Alain Prost, guiando uma McLaren, liderou a prova de ponta a ponta, cravou a volta mais rápida da corrida e obteve a primeira de suas 41 vitórias. Tudo isso embaixo de um temporal!

05 de maio: No GP de San Marino, Senna largou na pole pela segunda vez. A vitória não veio porque a Lotus parou com pane seca a três voltas do final.

19 de maio: GP de Mônaco. Senna repetiu a façanha da pole e liderou a prova até a 13ª volta, quando o motor do carro explodiu.

16 de junho: Senna largou em segundo no Canadá, mas abandonou novamente com problemas na Lotus.

23 de junho: Largando da pole pela 4ª vez, Senna fazia uma boa corrida em Detroit até sair da prova na 56ª volta.

07 de julho: Senna foi o segundo no grid em Paul Ricard, mas na volta 26 ficou a pé novamente.

21 de julho: Em Silverstone, largou em 4º, mas a seis voltas do fim - e na liderança -Senna precisou abandonar a corrida.

04 de agosto: Senna também ficou a ver navios na 27ª volta do GP da Alemanha, depois de ter largado em 5º.

18 de agosto: Largando da 14ª posição no grid da Áustria, Senna fez uma corrida típica de seu estilo arrojado e subiu ao pódio no segundo lugar.

25 de agosto: Na Holanda, outro pódio. Senna foi o 3º, uma posição à frente daquela que tinha largado.

08 de setembro: Senna conquistou sua 5ª pole no GP da Itália, mas chegou na terceira colocação.

15 de setembro: GP da Bélgica. Senna venceu sua segunda corrida.

06 de outubro: Em Brands Hatch, para o GP da Europa, Senna foi o pole position pela sexta vez.

19 de outubro: Senna abandonou a prova na África do Sul depois de oito voltas.

03 de novembro: Largando na pole pela sétima vez, Senna disputou um emocionante GP da Austrália, mas parou na 62ª volta.

Em seu segundo ano na Fórmula 1, o brasileiro subiu cinco posições e, com 38 pontos, acabou na quarta colocação no campeonato.

1986

23 de março:
Senna disputa a pole do GP Brasil com Nelson Piquet para delírio da torcida brasileira presente em Jacarepaguá. Foi a 8ª vez que Ayrton largou na frente, mas terminou em 2º, atrás de Piquet.

13 de abril: Senna larga na pole pela nona vez. Na corrida da Espanha, Senna e Mansell duelaram pela vitória e cruzaram a linha de chegada praticamente lado a lado. O brasileiro venceu sua terceira prova por inacreditáveis 14 milésimos de segundo.

27 de abril: 10ª pole de Ayrton e abandono na 11ª volta em San Marino.

11 de maio: Senna sobe novamente no pódio de Mônaco – em 3º lugar.

25 de maio: Irritado com um novo problema na Lotus, Senna não comemora a 3ª posição no pódio de Spa.

15 de junho: No braço, conseguiu o 2º no grid, mas acabou em 4º no Canadá.

22 de junho: Em Detroit, Senna largou de novo na pole (sua 10ª), venceu sua quarta corrida e fez, pela primeira vez, o gesto que o eternizou na imagem da torcida, pegando a bandeira do Brasil e agitando-a na volta da vitória.

06 de julho: Senna conquistou sua 12ª pole, agora em Paul Ricard. Mais uma vez, no entanto, não terminou a prova na França – único GP não vencido por Senna na Fórmula 1.

13 de julho: O GP da Inglaterra teve três largadas e a embreagem da Lotus do Senna não agüentou. O brasileiro, que largou em 3º, saiu da prova na 27ª volta.

27 de julho: Senna duela com Piquet por 44 voltas em Hockenheim, acabando em 2º, em mais uma edição da dobradinha brasileira.

10 de agosto: A primeira corrida na Hungria, um país do antigo bloco socialista, foi emocionante. Senna obteve a 13ª pole da carreira. Mais uma vez, o show nas pistas foi dos pilotos brasileiros, que repetiram a dobradinha da corrida anterior nas mesmas posições.

17 de agosto: Com a Renault de saída da Fórmula 1, o motor da Lotus não permitiu que Senna fosse além do 8º lugar no grid e ainda explodiu na 13ª volta. Depois da prova na Áustria, Senna voou para Londres, onde se encontrou com o chefe do programa Honda na F1, Osamu Goto, no dia seguinte. Buscava um motor mais potente e, principalmente, mais confiável.

07 de setembro: Senna largou em 5º e só permaneceu 15 segundos no GP da Itália.

21 de setembro: Larga, pelo segundo ano consecutivo e pela 14ª vez na carreira, em 1º lugar no GP de Portugal. Tudo indicava que voltaria a vencer em Estoril, mas – há dois quilômetros da bandeirada – a Lotus apresentou problemas com a gasolina novamente e Senna caiu para a 4ª colocação. A equipe pediu desculpas pelo erro de programação de combustível, mas Senna – apesar de aceitá-las – estava irritado demais. Ali acabavam suas chances de lutar pelo título.

12 de outubro: No circuito mexicano Hermanos Rodriguez, Senna saiu na frente pela 15ª vez. Terminou em 3º no dia em que o amigo Gerhard Berger venceu a primeira corrida da carreira.

26 de outubro: Senna foi o 3º no grid do GP da Austrália daquele ano e viu seus rivais Mansell, Prost e Piquet lutarem pelo título, enquanto abandonava a prova na 43ª volta com o motor quebrado.

Senna acabou sua terceira temporada na Fórmula 1 com 55 pontos, em 4º lugar no mundial de pilotos.

1987

10 de abril:
Recebe da Força Aérea Brasileira (FAB) o título de piloto de caça honorário.

12 de abril: Ainda na Lotus, mas estreando o motor Honda, Senna largou em 3º no GP Brasil. Novamente, seu desejo de vitória no país foi frustrado, quando o novo motor quebrou na 50ª volta.

03 de maio: Senna conquista sua 16ª pole position e larga na frente em San Marino e chega em 2º.

17 de maio: Gripado, Senna largou em 3º na Bélgica. Na segunda largada, Ayrton e Mansell bateram e o inglês foi tirar satisfação com o brasileiro no box da Lotus.

31 de maio: Senna venceu o GP de Mônaco pela primeira vez (era sua quinta vitória na carreira), depois de largar em 2º. Fazia quase um ano que Ayrton não vencia uma prova.

21 de junho: Mais uma vez, Senna venceu em Detroit. Piquet completou a dobradinha brasileira. Nos bastidores, começavam os rumores sobre a transferência de Senna para a McLaren.

05 de julho: Senna largou e terminou na mesma posição o GP da França: em 3º. No pódio, viu Jean-Marie Balestre dar um beijo no rosto de Mansell, o vencedor da prova.

12 de julho: Em Silverstone, a história foi a mesma de Paul Ricard. Senna e mecânicos da Lotus permaneceram no circuito inglês para testar a nova suspensão ativa.

26 de julho: Senna largou em 2º na Alemanha e terminou em 3º, uma volta atrás do vencedor – Nelson Piquet.

09 de agosto: Largando em 6º na Hungria, Senna conseguiu subir no pódio em 2º, em mais uma dobradinha brasileira com Piquet em 1º.

16 de agosto: Em mais uma corrida com mais de uma largada (foram três), Senna largou em 7º, caiu para 18º e, numa prova de recuperação, acabou em 5º- uma volta atrás de Mansell, o vencedor na Áustria. Nos treinos, Senna tinha atropelado um rato e passou muito tempo nos boxes para que fossem retirados os restos do animal, preso na entrada de ar do radiador.

06 de setembro: Senna largou em 4º na Itália e viu Piquet vencer em Monza, em mais uma edição da famosa dobradinha brasileira, abrindo vantagem em relação a Ayrton na briga pelo título.

20 de setembro: Sem ter o que fazer contra os problemas da Lotus, largou em 5º e terminou em 7º no GP de Portugal, duas voltas atrás do vencedor, Alain Prost – que batia o recorde de vitórias de Jackie Stewart.

27 de setembro: Senna voltou a largar em 5º, mesma posição de chegada. Nos boxes, já se sabia que Senna havia acertado com Ron Dennis e que levaria os motores Honda para a McLaren.

18 de outubro: Senna largou em 7º, depois de bater forte nos treinos do México. Na corrida, voltou a perder o controle do carro e se chocou contra a proteção de pneus. Pediu ajuda aos comissários, que se recusaram a empurrar a Lotus. Revoltado, Senna os ameaçou e a FISA (Federação Internacional de Automobilismo Esportivo) o advertiu por escrito e aplicou-lhe uma multa de U$ 15 mil.

01 de novembro: Ayrton voltou a largar em 7º, mas - na corrida que deu a Piquet o tricampeonato - chegou em 2º no Japão e garantiu a 3ª colocação no mundial de pilotos.

15 de novembro: Na prova em que se despediu da Lotus depois de três anos competindo pela tradicional equipe inglesa, Senna largou em 4º, terminou em 10º, porém foi desclassificado por irregularidade nas pastilhas de freio.

Fechou o ano com 57 pontos.

 

 

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