Heikki Kovalainen

 

Ele correu sérios riscos de ser demitido antes mesmo da metade de sua primeira temporada na Fórmula 1, mas deu a volta por cima e vai correr pela McLaren no segundo ano de sua carreira na mais famosa categoria do automobilismo mundial. Nada mal para o finlandês Heikki Kovalainen, natural da cidade de Suomussalmi, cuja tradição esportiva está mais para modalidades como o esqui na neve. Nascido em 19 de outubro de 1981, o companheiro de equipe de Lewis Hamilton tem 1,72m de altura, 66 kg e mora em Oxford, na Inglaterra. Seu pai tem uma empresa própria em parceria com o irmão e sua mãe costumava trabalhar para o serviço de previsão do tempo (hoje, ela em uma fábrica de doces).

Não possui ídolos na Fórmula 1 e justifica dizendo que quando passou a acompanhar as corridas da categoria, o bicampeão e compatriota Mika Hakkinen ainda estava em seus primeiros anos na McLaren. Antes disso, gostava mesmo era de assistir as competições de rally pelas estradas finlandesas. No começo dos anos 90, Heikki passou a competir no kart aos seis anos de idade. Foi vice-campeão em 1999 e na temporada 2000 do campeonato finlandês. No último ano, consagrou-se campeão escandinavo na categoria Super A e da Kart Elf  Master. Em 2001, disputou a Fórmula Renault inglesa. Conquistou duas vitórias, duas pole positions e três voltas mais rápidas. Os resultados deram a Kovalainen a 4ª colocação no campeonato e o prêmio de novato do ano.

Na temporada seguinte, estreou na Fórmula 3 inglesa. Novamente foi eleito o novato do ano ao terminar em 3º lugar entre os pilotos, fruto de suas cinco vitórias, três poles e três voltas mais rápidas. Em 2003, Kovalainen foi para o Japão e participou da World Series da Nissan. Com uma vitória e duas pole positions, obteve o vice-campeonato.  No mesmo ano, realizou os primeiros testes com carros da Fórmula 1, pilotando a Renault e a Minardi.

Um ano depois, ainda no campeonato da Nissan, abocanhou o título com seis vitórias, nove poles e dez voltas mais rápidas. Seus adversários foram Tiago Monteiro, Enrique Bernoldi e Narain Karthirkeyan. Em 2005, foi vice-campeão da GP2, ficando atrás de Nico Rosberg. O finlandês conquistou cinco vitórias e duas poles no ano. Na última temporada, foi piloto de testes da Renault e assinou com a equipe para disputar a Fórmula 1 em 2007.

O primeiro ano na categoria não começou nada bem para o finlandês. Já na Austrália, afobou-se em alguns pontos do circuito de Albert Park e acabou rodando várias vezes. Muitos viram seu desempenho na estréia como desastroso e boatos imediatos surgiram. Todos especulavam que a insatisfação do todo poderoso da equipe, Flávio Briatore, iria despedi-lo rapidamente para dar lugar ao brasileiro Nelsinho Piquet. Ao longo do ano, no entanto, Heikki passou a ter mais domínio sobre o carro da Renault e invariavelmente passou a se dar melhor nas pistas que seu companheiro, Giancarlo Fisichella.

Em sua opinião, foi a partir do GP da Espanha que sentiu ter as coisas sob controle e veio daí o reflexo das suas futuras performances. Seu primeiro ponto veio na segunda prova, na Malásia. O ponto alto, contudo, aconteceu no GP do Japão quando fez dobradinha com Kimi Raikkonen, chegando em segundo lugar na prova. Terminou a temporada com 30 pontos, nove a mais que o italiano, o que lhe rendeu a sétima posição no campeonato.

Graças ao imbróglio entre Fernando Alonso e a McLaren, a Renault viu a brecha que precisava para ter de volta o bicampeão das Astúrias. E, de fato, como todos previram em março, Kovalainen acabou saindo da equipe (assim como Fisichella). Em 14 de dezembro, foi anunciado que o finlandês era o mais novo integrante do staff comandado por Ron Dennis. Correrá ao lado do atual vice-campeão da Fórmula 1 e será o terceiro finlandês a correr pela McLaren nos últimos 15 anos. Dez dias antes, Heikki havia disputado e completado a Maratona de Nova Iorque em três horas, trinta e seis minutos e cinqüenta e seis segundos (uma hora e vinte sete minutos após o vencedor cruzar a linha de chegada).

Keikki costuma dizer que é uma pessoa tranqüila e que é igual aos conterrâneos de sua cidade natal, ou seja, adora conversar e se considera acessível a todos que quiserem puxar um bom bate-papo com ele. Acredita que as pessoas o acham confiável, mas reconhece que pode se tornar alguém difícil de se conviver quando está focado em alguma coisa. Ao contrário de Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen, Heikki não possui tatuagens porque ainda não encontrou algo que o satisfizesse plenamente (ele explica que pretende fazer uma pequena) para colocar em seu punho, ombro ou tornozelo.

Kovalainen gosta de comer massa, fazer ginástica, praticar ciclismo, cross country e golfe. Também é fã de jogos de computador e revela que, quando está em casa, passa horas e horas jogando todas as gerações de Play Station e ainda possui um simulador de vôo. Coincidentemente ou não, usa sempre o mesmo par de sapatos, o mesmo jeans e as mesmas camisas nos finais de semana de Grande Prêmio. Em termos musicais, Kovalainen é apreciador do rock dos anos 80, R&B, mas atualmente está vidrado em uma banda finlandesa chamada HIM. Heikki explica que tem todos os álbuns do grupo e que acha fantástica a voz do vocalista Ville Valo.

As F1 Girls também descobriram que Kovalainen não gostava de estudar Matemática e Física na escola. Mais: apesar de odiar comida japonesa (e o verbo que ele usa é este mesmo), considera o Japão é o lugar mais interessante do mundo em termos culturais. E sabe o que ele faria se não estivesse economizando dinheiro “para dias piores”, como ele mesmo diz? Nós sabemos: uma casa no norte da Finlândia e um computador super poderoso para poder jogar mais. Será por isso que ele ainda é solteiro?

 

 

Crédito das Fotos: Site oficial do Heikki Kovalainen

 

 

 
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