Nelson Ângelo Piquet

Seu ídolo é seu pai. Seu pai é ninguém menos que o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet. E em 2008 Nelson Ângelo Piquet, nascido no dia 25 de julho de 1985, traz de volta às pistas um dos sobrenomes mais ilustres da história da F1. Apesar de ser natural da cidade de Heidelberg, na Alemanha, e da ascendência holandesa materna (sua mãe é a ex-modelo Sylvia Tamsma), optou pela nacionalidade brasileira quando começou sua carreira nos circuitos aos 10 anos de idade. 

Nelsinho, como já é conhecido pela torcida, iniciou no kart em 1995. Dois anos depois, consagrou-se campeão brasileiro e brasiliense da categoria. Repetiu a dose na temporada seguinte em Brasília e, em 1999, foi bicampeão também no campeonato nacional. O primeiro filho de ex-piloto de Fórmula 1 brasileiro a entrar na F1 ainda conquistou o título da Copa Brasil de Kart e tornou-se o campeão paulista da categoria neste mesmo ano. Em 2000, levou para casa o troféu de tricampeão brasileiro de kart. Era sua última temporada na categoria.

Em 2001, estreou na F3 Sul-americana. Uma vitória, uma pole position, três voltas mais rápidas e cinco pódios em sete provas disputadas depois foi eleito o Piloto Revelação do Ano. Na temporada seguinte, voltou a sentir o gostinho de ser campeão de uma categoria. Nas 18 provas realizadas na F3 sul-americana, Nelsinho foi o vencedor em 13, largou na frente em 16 e foi o mais rápido em 14 etapas. O desempenho rendeu-lhe o Prêmio Capacete de Ouro na categoria fórmula, concedido pela Revista Racing. 

Aos 18 anos, fez sua estréia na Fórmula 3 inglesa pela equipe criada por seu pai, a Piquet Sports. Acabou em terceiro na classificação geral após conquistar seis vitórias, oito poles e seis voltas mais rápidas. Nelsinho chegava a maior idade e terminou o ano de 2003 com mais dois prêmios: o Capacete de Ouro na categoria internacional (concedido pela Revista Racing) e o Autosport Best Nacional Driver Award (concedido pela Autosport).

O talento do brasileiro mais uma vez se fez presente uma temporada depois. Em 2004, Nelsinho Piquet entrou para a história como o mais jovem campeão da Fórmula 3 inglesa. Tinha na época 19 anos e dois meses de idade. O feito e suas seis vitórias, cinco pole positions e 11 voltas mais rápidas foram suficientes para a Revista Racing lhe conceder, novamente, o Prêmio Capacete de Ouro na categoria internacional. 

Maior nome brasileiro nas categorias de acesso do automobilismo mundial, foi escolhido em 2005 para representar o país na temporada de estréia da A1 GP e foi o primeiro piloto a cravar a pole position e a primeira vitória da história da categoria. No mesmo ano, galgou o último degrau antes da Fórmula 1: ingressou na GP 2, com a Hitech Piquet Sports. Venceu uma corrida, subiu ao pódio em Barcelona, Nurbürgring, Hockenheim, Monza e Spa Francorchamps, acumulou 46 pontos e terminou a disputa em oitavo lugar (Nico Rosberg conquistou o título, Heikki Kovalainen foi o vice e Scott Speed, o terceiro). No final de 2005, recebeu mais uma premiação. Foi eleito o Piloto Interamericano do Ano pela Federação de Jornalistas de Automóveis.

Em 2006, Nelsinho lutou com Lewis Hamilton pelo título da GP2. Chegou em primeiro lugar em quatro etapas e foi segundo em outras quatro, conquistou cinco pole positions, 102 pontos e terminou com o vice-campeonato. Na mesma temporada, foi vencedor das 500 Milhas Brasil 50 Anos e assinou contrato com a escuderia Renault para ser piloto de testes da equipe. 2007 foi um ano de expectativas, com Nelsinho sendo visto em quase todos os circuitos e elogiado pelo patrão, Flavio Briatore. No dia 10 de dezembro, o brasileiro foi anunciado como piloto titular da escuderia francesa e futuro companheiro de equipe do bicampeão Fernando Alonso.  

Desde então carrega nos seus 1,77 de altura bem mais que seus 70 kg. O leonino virou quase sinônimo de volta aos velhos tempos. Morador de Londres, tem Brasília como cidade do coração, é torcedor do pentacampeão brasileiro de futebol (São Paulo FC) e tem na música eletrônica uma das válvulas de escape para os momentos de tensão. Nelsinho ainda é fã do litoral baiano, especialmente da praia de Trancoso, adora o filme O Exorcismo de Emily Rose, seu livro de cabeceira é de autoria de seu pai e chama-se Eu me lembro muito bem.

Em termos de comida, o piloto prefere sushi; gosta da cor branca e seus hobbies são os esportes aquáticos e os jogos de computador, principalmente o GranPrix 4.

 

 

 

 

Crédito das imagens: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
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