Tornar-se campeão da Fórmula 1 é sua ambição. Suas pistas favoritas são Mônaco, Ímola e Spa Francorchamps. Inspira-se em Alain Prost, Michael Schumacher, Muhammad Ali e Lance Armstrong. Mora com a namorada, Ann, em Buckinghamshire, na Inglaterra, tem cabelos e olhos castanhos, 1,84 m de altura, 74 kg e costuma treinar e ler livros sobre esportes para relaxar. Este é Mark Alan Webber, o piloto australiano da F1.
Natural da cidade de Queanbeyan, no estado de New South Wales, o virginiano Webber entrou no mundo dos esportes trabalhando como gandula nos jogos de rugby nos anos 80. Depois, participou de corridas de moto e só em 1991, com 15 anos, começou a correr de kart. Em 1993, venceu o campeonato estadual e, no ano seguinte, já pulou para a Fórmula Ford australiana. Nos intervalos entre as corridas, atuava como instrutor de direção na Oran Park Raceway em Sidney. No campeonato daquele ano, foi o 14º. Em 1995, terminou a disputa em 4º, assinou um contrato de patrocínio de seis anos com a Australian Yellow Pages e partiu para a Europa.
Em 1996, foi vice-campeão da Fórmula Ford inglesa e 3º na Fórmula Ford européia, competindo pela equipe Van Diemen. No ano seguinte, estreou na Fórmula 3 inglesa. Com quatro pódios na temporada, acabou na 4ª posição entre os pilotos. Em 1998, competiu no campeonato de turismo. Venceu cinco provas e foi vice-campeão da categoria. Nas 24 horas de Le Mans de 1999, o carro que pilotava apresentou um problema aerodinâmico e Webber envolveu-se em um acidente que levou a Mercedes a cancelar sua participação nas competições de carros esporte durante o resto do ano. Na temporada seguinte, obteve o 3º lugar no campeonato de Fórmula 3000. Em Ímola e Hockenheim, subiu no pódio na 3ª colocação e, em Silverstone, venceu a prova.
Em 2001, tornou-se piloto de testes da Benetton, enquanto ainda competia na F3000, onde foi vice-campeão com três vitórias (Ímola, Mônaco e Magny Cours). Entretanto, já de olho na Fórmula 1, Webber admite que dedicou-se mais aos testes da F1 que às corridas da F3000. E, dessa forma, no final do ano, assinou contrato com a Minardi para competir com a escuderia em 2002. Debutando na principal categoria do automobilismo internacional com uma prova em seus país, Webber surpreendeu a todos terminando a corrida em 5º lugar.
Desde 1999 a Minardi não pontuava e Mark Webber tornou-se o 51º da história da Fórmula 1 a marcar pontos em seu GP de estréia e o 4º australiano a pontuar na categoria. Ele não chegou na zona de pontuação em nenhuma outra corrida daquele ano, porém foi oitavo na França, 10º em Suzuka, 11º em Interlagos, Ímola, Monte Carlo e Montreal; 12º na Áustria e 16º na Hungria. Os resultados deram-lhe a 15ª posição no mundial de pilotos, um contrato para pilotar a Jaguar na temporada seguinte e o prêmio de novato do ano, concedido pelas revistas Autosport e F1 Racing.
Em 2003, notabilizou-se por bons treinos, especialmente na Hungria e no Brasil, onde disputou (e perdeu) a pole por milésimos de segundo para Rubens Barrichello. Dos 19 pontos que a Jaguar conseguiu naquele ano, Webber foi responsável por 18. Em metade das 16 corridas, terminou entre os 10. Com isso, subiu cinco posições no mundial de pilotos em relação ao ano anterior. 2004 foi um ano de menos pontos e momentos bons. A exceção ocorreu no GP da Malásia, quando Webber largou em 2º, atrás de Michael Schumacher. Seu melhor resultado, todavia, foi um 6º lugar na Alemanha. No total, marcou sete pontos e acabou na 13ª posição no campeonato de pilotos.
Em julho, foi anunciado como piloto da Williams para 2005. A promessa de uma boa temporada quando estava pela primeira vez em uma equipe grande não passou de uma promessa. Ao longo do ano, Webber largou apenas uma vez na primeira fila na Espanha, atrás de Kimi Räikkönen, e em Mônaco obteve seu melhor resultado (3º). No mundial de pilotos, foi o 10º. Em 2006, a situação piorou. Sua melhor posição de largada foi em 2º no GP de Mônaco e a melhor colocação de chegada, um 6º no Bahrein e outro em San Marino. Terminou o campeonato em 15º, com apenas sete pontos.
Em 2007, Mark Webber saiu da Williams e foi para a Red Bull. Seu ano de estréia na escuderia fundada por Dietrich Mateschitz teve como grande ponto alto o pódio no conturbado GP da Europa. Em Nurbürbring, sede da prova na temporada passada, o australiano largou em sexto lugar e terminou em terceiro – resultado que não ocorria em sua carreira há dois anos. No entanto, em sete das 17 etapas do mundial, Mark Webber sucumbiu diante de problemas no carro e acidentes. Por fim, terminou em 12º lugar na classificação geral, com 10 pontos.
O australiano realiza, desde novembro de 2003, o Mark Webber Challenge, que busca angariar fundos para as crianças pobres de seu país que têm câncer. A iniciativa, realizada na Tasmânia, surgiu depois da morte de seu avô, que tinha a doença, e de ver alguns amigos lidando com o problema. Amante dos esportes e da vida ao ar livre, Webber adora praticar ciclismo, mountain biking, caiaque, trekking e tênis. Tem um cachorro chamado Milo e uma coleção de bicicletas e caiaques. Acha que o lado ruim de seu trabalho são as viagens cansativas e as estadias nos hotéis. Por outro lado, acredita que o lado bom é a constante necessidade de ter boas performances e a convivência com pessoas de talento.
Quando está de férias, seus destinos favoritos são Langkawi, na Malásia; as Ilhas Maldivas, a Escócia, os Alpes franceses e Queensland, na Austrália. Das quatro estações do ano, prefere o verão. O Monte Everest e a Muralha da China são as maravilhas do mundo que considera mais bonitas. É torcedor da seleção australiana de rugby e da equipe de futebol inglesa Chelsea. Adora ler as revistas Time, Newsweek e National Geographic. Em termos de música, é fã das bandas Red Hot Chilli Peppers, Maroon 5 e de Madonna. |
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Crédito das imagens: Site oficial do Mark Webber.

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